As despedidas da vida
Pai e filho de aproximadamente 2 anos de idade andando de bicicleta na rua. Uma cena bonita de se ver. A criança em uma de suas primeiras aventuras, o pai todo satisfeito de ter o filho junto de si. Fiquei observando os dois alegremente passerarem pela rua, achei diferente porque normalmente as pessoas só andam de carro. De repente a bicicleta parou em frente ao condomínio onde moro. Mas os dois continuavam entretidos um com o outro. Pude então notar que o garotinho trazia em seu rosto uma satisfação imensa de estar com seu pai. E, o pai conversava com o garotinho dizendo que agora ele ia entrar e tomar um banho de banheira bem gostoso, e depois iria comer uma papinha de peras, hum que gostoso, dizia o pai. Fiquei ainda mais intrigada com aquele comportamento entre o pai e a criança, tão bonito, tão singelo. Pensei, agora eles vão entrar e o pai decerto irá cuidar da criança. Mas passados alguns minutos, sai para fora uma moça, e o pai logo diz ao menino, "olha a célia, ela veio te pegar". Bom, aí começou o martíro do garotinho, ele não queria entrar de jeito nenhum, com seus olhinhos cheios de lágrimas recusava-se deixar o pai. O pai por sua vez teve que dizer que voltaria logo em seguida, e que era para o menininho subir e ir tomando o seu banhinho, porque o "papai voltava depois". Aí é que entendi que o pai não morava com o menininho, e a moça que veio buscá-lo era a babá. Depois de muito esforço o garotinho consentiu em ir para o colo da babá. Vi então o abraço que o pai deu no menino, a despedida.
Quando deixamos aflorar nossa humanidade é mais fácil entender os sentimentos dos outros, e, naquele momento senti a tristeza do pai e do filho ao se afastarem um do outro.
Bem, entrei também, e quando estava na porta de um dos elevadores do condomínio pude observar o menino com os olhinhos brilhantes gritando para o pai, tchau papai, tchau papai, e de onde estava já não podia mais ver o pai, mas ele continuava gritando "tchau papai, tchau papai...
Entrei no elevador e parece que sentia a dor do menininho... as suas primeiras despedidas, a dor da separação... tão pequenino e com uma tamanha carga emocional a ser superada....
Escrito por Elvira Dias às 17h01
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Amiga Claudia
Quando acessei o blog da minha amiga Claudia fiquei tão interessada em saber como fazer o meu blog, que não sosseguei enquanto não me cadastrei e fiz o meu. Achei bárbaro. Faz tempo que queria ter um lugar para escrever, registrar as minhas experiências.
Quando era adolescente tinha um diário, e não passava um dia sem que escrevesse alguma coisa. Normalmente escrevia as minha rotinas diárias, e olha que sempre tinha um assunto diferente para escrever...
obrigada amiga claudia pela sua participação neste meu blog.
Escrito por Elvira Dias às 23h32
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VIAJAR
após descer a montanha senti um pesar tão grande porque estava deixando para trás uma das melhores experiências por mim já vividas. Contemplar a natureza, a montanha, a paisagem, a árvore araucária, os plátanos -é aquela árvore que também existe no canadá - me deu vontade de lá ficar. Aquele ar fresco da manhã, a neblina ao cair da tarde, a água que se bebe é cristalina, parece mais leve...
Puxa, para que voltar...
Interessante que o tempo não passa da mesma forma numa cidade assim, parece que os dias são mais longos. Na parte da manhã aproveitamos para fazer a caminhada pelo horto. Fomos até debaixo de chuva, pisando por muitas vezes em poças d'água, mas a sensação de estar praticamente no meio da mata é gratificante.
Para quem não sabe, ou ainda não imaginou, a cidade visitada foi a de Campos do Jordão.
A araucária que mencionei, é uma árvore maravilhosa, altíssima, e em sua grande maioria é impossível abraçar-lhe o tronco, de tão larga que é.
Uma das coisas que me chamou a atenção são as bromélias que se encontram em grande parte da mata no horto florestal. São lindas, na grande maioria da cor vermelha, enfeitam tanto que parecem de cera.
É difícil voltar para sao paulo quando se está no meio de um paraíso natural.
Escrito por Elvira Dias às 23h12
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